segunda-feira, 18 de junho de 2012

Heidi Hankings a menina prodígio


 Uma menina de quatro anos foi aceita em uma instituição para pessoas de coeficiente intelectual muito elevado após alcançar o mesmo QI de Albert Einstein. A pequena inglesa ainda não vai à escola, mas já recita poema, faz contas e, com o resultado, entrou para um seleto grupo de promessas para o futuro da ciência. A história foi contada no jornal “Daily Mail”.
 Heidi Hankins tirou 159 no teste. Einstein e Stephen Hawking chegaram ao recorde de 160 cada um. A nota média de um adulto é 100 e pessoas que vão muito bem chegam, em média a 130, segundo a reportagem.
 O Daily Mail conta que aos dois anos, Heidi já conseguia contar até 40, fazer contas de adição e subtração e até recitar o poema “A Coruja e o Gatinho”, do escritor Edward Lear, além de ler livros destinados a crianças de sete anos.
 “Ela já fazia frases completas logo depois de começar a falar e aprendeu sozinha a ler com 18 meses usando o computador. A gente percebeu que ela usava o mouse para navegar e clicar nos botões ‘OK’ e ‘Cancelar”, disse o pai da menina, Matthew Hankins, que da aulas na Universidade de Southampton.
 A família nega que tenha pressionado a menina por bons resultados e explica que o teste aplicado é específico para crianças. “Se a gente mandá-la sentar-se e fazer alguma coisa, ela diz ‘não’ e vai fazer as coisas dela. Fora isso, ela é uma garota típica, que gosta de brincar com outras crianças”, afirmou, dizendo que ela tem também senso de humor avançado e bom gosto.
 O grupo em que ela foi aceita, chamado Mensa, já angariou 90 crianças com menos de 10 anos e elogia os pais por a submeterem ao teste. “Eles fizeram bem em identificar o potencial da filha. Nós desejamos o melhor e estamos orgulhosos de poder ajudar”, disse o diretor da instituição, John Stevenage ao Daily Mail.
 No Brasil, as instituições para superdotados aplicam testes baseados em outros sistemas, diferentes do teste de QI. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em cada grupo de 100 crianças, cinco tem alguma alta habilidade que, se for diagnosticada precocemente pode manter o estudante interessado e ajuda-lo a desenvolver seu talento.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Moçambique pela lente dos brasileiros


Tete - Duas horas depois de partir de Maputo, o avião das Linhas Aéreas de Moçambique pousa num pequeno aeroporto cercado por uma vegetação marrom, seca e retorcida. Uma estrada de pista simples e de mão inglesa liga o terminal aéreo à cidade de Tete, capital da província de mesmo nome, localizada no noroeste de Moçambique, país de 24 milhões de habitantes.
Até há pouco tempo, Tete não passava de mais uma cidade esquecida e pobre do continente africano, motivo de destaque apenas por ser o lugar mais quente da região — no verão, as temperaturas podem facilmente ultrapassar os 40 graus. 
Hoje, Tete é o maior símbolo da atual fase de Moçambique, país considerado um exemplo em comparação com a maioria de seus vizinhos. Dono de um sistema político estável, uma legislação moderna e, principalmente, recursos minerais abundantes, Moçambique atrai investimentos como nunca antes em sua história. 
Foi em Tete que a Vale inaugurou em julho uma mina de carvão de 1,7 bilhão de dólares. É a segunda maior mina de carvão a céu aberto do mundo e o maior empreendimento da mineradora fora do Brasil.
No início de agosto, a australiana Rio Tinto pagou 4 bilhões de dóla­res por uma mina de carvão que pertencia à Riversdale, também da Austrália, em sociedade com a indiana Tata Steel. Localizada em Tete, a mina está em construção e deve começar a operar em 2012. 
Pelos cálculos do governo, o país deverá produzir 95 milhões de toneladas de carvão por ano a partir de 2015, objetivo que, se for alcançado, colocará Moçambique entre os dez maiores produtores mundiais.
“A mineração representa hoje 1% do PIB, mas em pouco tempo será a principal atividade, podendo chegar a 30% da economia”, diz Esperança Bias, ministra dos Recursos Minerais. Projetos em andamento na área de papel e celulose somam outros 4,5 bilhões de dólares. Isso tudo num país que tem um PIB de 10 bilhões de dólares, o equivalente ao de um estado como o Piauí. 
Em Tete, o dinheiro investido pelas mineradoras atraiu construtoras e bancos, fez surgir supermercados e locadoras de veículos. Em resumo, mudou a cara da cidade.
“Tudo o que for colocado à venda aqui é comprado”, diz Curratul Ustá, um comerciante moçambicano de origem indiana. Ustá chegou a Tete em 2009 para instalar cercas para a Vale. Hoje, tem 20 chalés para alugar (todos sempre lotados), um bar e um restaurante. 
Mesmo com as melhorias já sentidas por parte da população local, os megaprojetos — como são chamados os empreendimentos tocados à base de capital estrangeiro e fortes incentivos fiscais — têm sido alvo de críticas por supostamente fazerem muitas concessões aos investidores e beneficiarem pouco o país.
“São atividades altamente danosas ao meio ambiente, que geram poucos empregos em relação ao investimento feito e não desenvolvem os setores básicos, como a agricultura e a indústria”, diz João Mosca, professor de economia da Universidade Politécnica de Moçambique.
Nas ruas de Tete, há milhares de agricultores pobres que, nos últimos anos, abandonaram suas terras e chegaram à cidade em busca de emprego ou para tentar vender alguma coisa aos engenheiros e geólogos que lotam os hotéis.
O grande desafio do governo é, segundo analistas, usar essa onda de investimentos em um único setor para dinamizar a economia como um todo.
Moçambique tem uma renda per capita de apenas 450 dólares e está entre os dez países com os piores resultados no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano. Mais de 60% da população está no meio rural e vive da agricultura de subsistência, que mantém os mesmos níveis de produtividade há 40 anos.
Apenas 14% da população tem acesso à energia elétrica e só 50% sabe ler. “Em 30 anos, passamos por três sistemas diferentes — o colonial, o socialista e, agora, o capitalista”, diz Armando Inroga, ministro da Indústria e Comércio. O que ajuda é o fato de Moçambique ter virado uma espécie de “queridinha” dos órgãos internacionais.
Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e os 17 principais países doadores de recursos a Moçambique formaram um grupo chamado G19, que centraliza as conversas com o governo e determina o destino das doações. Neste ano, foram de 700 milhões de dólares — ou 50% do orçamento do governo. 
Uma solução brasileira
O Brasil, um dos países do grupo, tem assumido um papel cada vez mais central no desenvolvimento moçambicano. O país já é o principal destino da cooperação externa brasileira, com destaque para um programa da Embrapa e uma fábrica de remédios antirretrovirais.
O BNDES criou uma linha de crédito de 300 milhões de dólares, dos quais 80 milhões já estão sendo usados pela Odebrecht na construção de um aeroporto internacional em Nacala, cidade costeira da região norte do país.
“Eles nos enxergam como um irmão mais velho que venceu as dificuldades do colonialismo e deu certo na vida”, afirma Antônio de Souza e Silva, embaixador do Brasil em Maputo. “Há até mesmo um ditado local que diz que, para cada problema africano, há uma solução brasileira.”
Trinta anos de mudanças de sistema político tornaram inviável o surgimento de uma iniciativa privada forte em Moçambique. Os primeiros empresários locais começaram a surgir somente em meados da década de 90. A expectativa agora é que a chegada das multinacionais mude esse panorama.
“A entrada de grandes empresas privadas provavelmente ajudará a criar uma cultura de trabalho pautada pela eficiência e competição”, diz Galib Chaim, diretor da Vale em Moçambique. 
Para os brasileiros, o idioma pode dar a falsa impressão de que se está num ambiente familiar. Não é bem assim. Há vários casos de choque cultural. Um exemplo foram as dificuldades enfrentadas pela Vale para reassentar 2 000 famílias que viviam perto de sua mina de carvão.
Além de transportar os pertences de cada um, a Vale teve de procurar e contratar uma empresa especializada em remoção de cemitérios. Em Moçambique, não basta transportar os vivos. Por motivos religiosos, é preciso também deslocar os mortos.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

H&T Muarramuassa's House in Matema (Tete)

This is the house of the Muarramuassa's family in Matema. It has 3 bedrooms, living room, dining room, pantry and two bathrooms.
All the bedrooms and the living room are equiped with air conditioning, and two roms with satelite TV (DSTV Multichoice).

Outside the house we found an annex with 2 bedrooms, 1 bathroom and storage. It also has parking space for six cars.

The yard is well wooded with fruit trees and ornamental plants in the garden, there is also planted a small vegetable garden.


The house is rounded by a wall with to gates.


You are wellcome to visit. Please contact us by e-mail: bonsinais@gmail.com or by phone: +258 844 487 190 begin_of_the_skype_highlighting            +258 844 487 190      end_of_the_skype_highlighting


Vegetable garden

Garden
Front View


Back View

Side View

Neighborhood (vizinhança)

Outhouse (annex)

wall

quarta-feira, 9 de março de 2011

Perfil do Distrito de Marávia, na Província de Tete

Se procura dados sobre Marávia, por favor clique sobre o Perfil do distrito de Marávia aqui e sobre Estatísticas do Distrito de Marávia aqui.

Muito obrigado e Bom Trabalho!

Tomas Muarramuassa

sábado, 25 de dezembro de 2010

Brasil: a despedida do Presidente Lula da Silva

Lula foi sem dúvida a maior invenção do Brasil.
O seu governo vai marcar a primeira década do seculo 21, pelos avanços conseguidos nas esferas do desenvolvimento social, económico, político e nas relações internacionais.

Veja aqui a mensagem de despedida de Lula da Silva


Como nao deixaria de ser Lula marcou um golo de placa ao conseguir eleger a sua sucessora, Dilma Rousseff. Esperemos que o Brasil siga mais uma década de prosperidade e sobretudo virado para o fortalecimento de laços com África.

O nosso continente está carente de exemplos de sucesso, que possam orientar os nossos líderes a lutar por algo mais colectivo em detrimento dos interesses individuais e de grupo.

O nosso país deverá aproveitar a relação estratégica que tem com o Brasil para realizar uma verdadeira revolução tecnológica em quase todos os sectores da vida económica e social.

Nossos governantes precisam colocar os slogans de lado e arregaçar as mangas para o trabalho, a fim de que tragam resultados palpáveis que conduzam o nosso povo ao usufruto das suas riquezas naturais.

Isso é natal e assim entraremos com pé direito na década que se inicia em 2011.

Visão e missão intelectual

Após uma década e meia de intenso trabalho, nos sectores público e privado e em organizações da sociedade civil, tendo a destacar:

A minha passagem pelo Ministério da Coordenação da Acção Social - MICAS (1996) a partir do qual tive oportunidade de assistir a duas sessões da Assembleia da República, como representante convidado do MICAS;

Os dois anos de docência na Universidade Eduardo Mondlane (2004-5), nomeadamente na Escola de Hotelaria e Turismo de Inhambane;

A minha experiência na edificação do Instituto Superior Politécnico de Tete, na condição de membro da Comissão Instaladora (2006-7), responsável pelo Centro de Incubação de Empresas.

No sector privado ressalta-se o facto de ter fundado e gerido durante quase 10 anos (1998-2008) uma empresa do ramo das tecnologias de informação e comunicação e por via disso ter trabalhado arduamente para a consolidação do movimento associativo do empresariado de Tete, tendo exercido a vice presidência da Associete (2001-7);

A minha participação actual na edificação da Agência de Desenvolvimento Económico Local de Tete; eis que chegou a vez de sentar e reflectir sobre o que foram estes intensos anos,pouco embora, comparando com outras pessoas, mas que me marcaram intensamente no meu processo de amadurecimento como profissional que tentava por seus meios e conhecimentos exercer uma pressão sobre o seu próprio destino.

De facto, a minha trajectória, como a de muitos jovens recem-formados, foi coroada de muitos desafios que exigiam respostas corajosas do momento. Em primeira mão, tive que desafiar a minha integração profissional, após de regressar do exterior onde graduei. O mesmo esforço ditou que fosse parar na Danida, mais concretamente no Apoio ao Programa do Sector de Saúde, em Tete.

A sustentabilidade da minha situação em Tete obrigou à uma outra decisão que culminou com a criação de uma empresa privada vocacionada a formação, fornecimento, instalação e manutenção de computadores, em Tete. Volvidos cinco anos de operação havia que procurar nova inspiração, foi quando num gesto inusitado viajei para Cape Town, na Africa do Sul, a fim de ir gozar merecidas férias. Foi o primeiro momento de paragem e reflexão sobre o futuro do meu trabalho e da minha profissão como cientista social. Foi então que surgiu a ideia de me dedicar a construir a minha profissão a partir da academia onde fui formado.

De regresso das férias me apresentei na Universidade Eduardo Mondlane, mais concretamente na Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Inhambane como docente da Cadeira de Sociologia do Turismo. Os primeiros dias foram de adaptação a nova profissão de docente universitário. Passei a frequentar mais a biblioteca que os próprios alunos, havia que calibrar as minhas certezas com a ciência e as minhas dúvidas com a pesquisa. Todavia, a tarefa foi ficando mais pesada a medida que mergulhava na profissão e nas actividades académicas, até providenciaram um curso de métodos de ensino para todos os docentes daquela escola superior. As praias de Tofo, Barra, Cocos, etc. funcionavam como verdadeiros laboratórios vivos para os fenómenos turísticos e sociais acima de tudo. Para lá fui transferindo muito das actividades extra-curriculares a medida que as condições melhoravam.

Volvidos dois anos depois, era tempo de arrumar as malas e abraçar outras missões, tendo sido nomeado membro da Comissão Instaladora do Instituto Superior Politécnico de Tete, a fim de superintender a área de Empreendedorismo, no Centro de Incubação de Empresas. Tal posto exigia, tanto os meus conhecimentos académicos como a minha curta experiência no mundo dos negócios. Não havia mais nada acertado, senti-me como peixe na água. O trabalho foi facilitado pelo conhecimento que já havia acumulado em termos das potencialidades da cidade de tete do mundo empresarial duma forma geral.

Actualmente encontro-me envolvido na edificação da Agencia de Desenvolvimento Económico Local de Tete, não sendo uma tarefa tão fácil, resolvi aprofundar os conhecimentos nesta área de desenvolvimento local e regional, razão mais do que suficiente que me levou a ingressar no mestrado em ciências (Msc) sobre Planeamento do Desenvolvimento Regional na Universidade Católica de Moçambique.

Neste exercício, encontro-me totalmente empenhado em aproveitar o máximo do tempo para exercitar teoricamente e na prática os conceitos que guiam a actuação dos que se dedicam a promoção desta área.

Neste caso creio que seria necessário futuramente encontrar um estágio para promover na prática os conhecimentos adquiridos ao longo dos estudos, bem como exercitar a discussão de ideias a volta deste assunto. Por via disso, espero abrir um espaço para o aprofundamento da escrita e sobretudo da investigação e produção intelectual.

Em Moçambique, grande parte dos docentes e académicos primam apresentar pouca produção intelectual , em termos de artigos, relatórios de pesquisa e outros. A razão para este abismo pode ser encontrada na falta de revistas temáticas e científicas ou na falta da promoção de eventos de natureza científica. Um esforço neste sentido está sendo desenvolvido pelo Ministério da Ciencia e Tecnologia, visando promover a actividade científica e a divulgação de inovações e produção científica.

A quase ausência de debates e de actividades de pesquisa científica nas instituições universitárias poderá também concorrer para o agravamento deste cenário. De facto, a produção científica exige que as universidades e instituições afins comecem a privilegiar a instigação científica e não somente serem repetidoras dos conhecimentos. Há que adoptar uma nova postura no sentido de transformar a universidade em um lugar não somente de ensino, mas sobretudo de aprendizagem na medida em que procura conhecer e aprofundar o seu conhecimento sobre os fenómenos que a rodeia e que, sobretudo, enferma a sociedade em que está inserido. Para que isto começa a acontecer há que prover recursos aplicados na investigação e que estimule os docentes a lá buscar o combustível para desenvolver a pesquisa e promover a divulgação dos seus resultados.

A divulgação dos resultados das pesquisas, bem como a incessante troca de ideias dentro e fora das instituições universitárias e não só, promove o aprofundamento das questões em análise e o interesse dos pesquisadores em novos questionamentos. Hoje em dia o debate parece cingir-se a questões mediáticas tendo como centros os canais de televisão que nem sempre respondem de forma cabal para uma dicussão mais aberta e acompanhada de dados cientificamente obtidos.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Relatório da Visita ao Parque Nacional da Gorongosa

Leia aqui o relatório produzido no ambito da visita efectuada a 21 de Agosto de 2010 ao Parque Nacional da Gorongosa e assista ao trailer do filme Gorongosa the Africa's Lost Eden, produzido pela National Geographic TV, dos Estados Unidos.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Visita de estudo ao Parque Nacional da Gorongosa


A área que hoje compreende o Parque Nacional da Gorongosa (PNG) foi demarcada em 1920 como uma área controlada de caça que servia de fonte de proteína para abastecer a maior plantação de cana-de-açúcar e copra da região (METIER, s/d).
A visita ao Parque Nacional da Gorongosa surgiu da necessidade de compatibilizar os conhecimentos desenvolvidos no Curso de Mestrado em Planeamento e Desenvolvimento Regional, no âmbito da Avaliação e Gestão dos Recursos Naturais (AGRN), com a realidade vivida nas áreas de conservação da biodiversidade do nosso país. Leia aqui

sexta-feira, 16 de julho de 2010

PNUD lança novo indicador para medir a pobreza humana



"Índice conhecido por Index Multidimensional da Pobreza, ou MPI na sigla em inglês, será usado na edição que marcará o 20º do Relatório de Desenvolvimento Humano do Pnud, e substitui o Índice de Pobreza Humana, utilizado em todos os relatórios da agência desde 1997.
O índice revela, de acordo com o Pnud, a natureza e a extensão da pobreza, em vários níveis: familiar, regional, nacional e internacional. A abordagem multidimensional foi adotada pelo México e está sendo considerada pelo Chile e pela Colômbia". Segundo o Jornal Feira Hoje - Novo indicador do Pnud para medir pobreza humana. Acompanhe tambem aqui!

sábado, 26 de junho de 2010

Moçambique celebra 35 anos de independência com fome

Já passam 35 anos desde que Moçambique se tornou num país independente. Na altura, Samora Machel circulou o país inteiro exibindo a chama da unidade. Guebuza, entretanto, resgatou o mesmo simbolismo, recebendo a chama na Praça da Independência, símbolo da unidade dos moçambicanos em volta do mesmo ideal de lutar e vencer a batalha pelo desenvolvimento do país.

Ontem, como hoje, persistem os mesmos ideais de união, luta e terminação, mas diferem dos actores, dos valores, das circunstâncias e do inimigo. No passado foi o colonialismo e hoje é a pobreza, a corrupção, etc. A pobreza, esta, agrassa cerca de 54% da população moçambicana é pobre.

Na altura em que se proclamou a independência, em 1975,  havia valores de patriotismo, sacrifício, entrega e despojamento. Hoje, somos confrontados pela corrupção a todos os níveis, falta de patriotismo, comodismo, favoritismo, burocratismo, mas continuamos pobres como ontem.

Após anos de conflito armado, Moçambique enfrenta hoje, o inimigo número um que é a deteriorização das condições de vida das suas populações, a falta de emprego e oportunidades para as zonas rurais, onde reside a maior parte de sua população.

Apesar do ambiente político favorável, dos vários esforços do governo e das agências internacionais de cooperação, ainda persiste a fome, a miséria e as desigualdades entre o campo e a cidade, entre as regiões sul, centro e norte, em termos do desenvolvimento humano.


Assim como ontem, Moçambique precisa de aprender com a experiência dos outros povos que venceram a batalha pelo desenvolvimento com poucos recursos, mas muito trabalho e dedicação. Moçambique precisa deixar de olhar para os seus problemas com a ambiguidade e hipocrisia das elites de hoje, lançando o povo na miséria, enquanto uma minoria se apropria e esbanja os poucos recursos que o país detém.

O Plano de Acção de Redução da Pobreza (PARPA) que é o documento que guia a acção do executivo, tendente a reduzir a pobreza e relançar o desenvolvimento deve adoptar numa estratégia realística, que aposte numa agricultura mecanizada que possa criar emprego e aumentar a produção e produtividade dos campos, através do aproveitamento dos imensos recursos hídricos que possuímos; deve apostar na indústria pesada, aproveitando o enorme potencial energético relançado em Tete (carbonífero e hidroeléctrico).

Moçambique deve, por isso, lançar um plano de desenvolvimento regional, olhando para as potencialidades das regiões Norte, Centro e Sul, onde se incluem os corredores de desenvolvimento de Maputo, Beira e Nacala. Um plano que devote bastante atenção para a formação do capital humano, através da capacitação acelerada de operários para os vários sectores da economia, evitando assim que os investidores estrangeiros busquem operários nos países vizinhos em detrimento dos nacionais.

Só com uma visão clara, como no passado, é que poderemos lograr êxitos notáveis no combate a pobreza no nosso país e lançar as bases para o desenvolvimento de Moçambique; só assim mereceremos ser lembrados amanhã como tendo sido esta a "geração da viragem"e não da miragem.

Viva a Independência Nacional!  Vivam os moçambicanos! A luta continua!
(Imagem tirada daqui)                                                                                                                                                                                                         

domingo, 20 de junho de 2010

Debate sobre a Estratégia de Desenvolvimento Rural em Moçambique

Pretende-se com este tema provocar um debate sobre a estratégia de desenvolvimento ruural adoptada por Moçambique em 2007 à luz do paradigma do desenvolvimento regional.

Como é sabido, por motivos geográficos e analíticos, em moçambique são apontadas como existindo três regiões diferentes: a Região Norte,  Centro e Sul. Contudo, emerge uma quarta região que é a Região do Vale do Zambeze, sendo a única com estatuto próprio e dotada de um órgão de coordenação do seu desenvolvimento.

Os planos do governo caracterizam estas três regiões como sendo assimetralmente desenvolvidas, com o norte o centro caracterizado por altas taxas de pobreza absoluta e um dos mais baixos índices de desenvolvimento humano.

Defendemos a tese de que para um desenvolvimento harmonioso de Moçambique e por forma a dimiinuir as assimetrias regionais, é necessário que se definam as tais regiões como regiões de desenvolvimento e se desenhem políticas regionais que tenham em conta as  particulares de cada região, aproveitando os recursos e potencialidades endógenas das regiões, garantido uma participação das comunidades locais na resolução dos problemas regionais e, mais ainda, garantido a integração e uma participação mais activa das regiões na economia nacional.

É nossa convicção de que uma estratégia de desenvolvimento rural deveria ser parte de uma estratégia de desenvolvimento regional que potencie as regioes e integre a economia rural dentro das dinámicas das ecoonomica regionais.

Faça o download da apresentação completa aqui!
O link para o conteúdo da estratégia você encontra na postagem abaixo!

domingo, 13 de junho de 2010

tema de leitura: Desenvolvimento Rural em Moçambique

Veja nesta série aquilo que estou lendo, em termos de notícias, ensaios, artigos académicos, etc. Ou seja meus interesses intelectuais; assuntos que estou a seguir diariamente.

Hoje tenho a honra de vos indicar três leituras importantes, para além do
Calendário da Copa 2010:

1. Estratégia de Desenvolvimento rural em Moçambique

2. Desafios do desenvolvimento rural em Moçambique

3. Níveis e tendencias da desigualdade económica do DH em Moçambique


sigam-me! Espero os vossos comentários qui.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Handbook of Local and Regional Development (eBook) - Routledge

Handbook of Local and Regional Development (eBook) - Routledge

The Handbook of Local and Regional Development provides a comprehensive statement and reference point for local and regional development. The scope of this handbook’s coverage and contributions engages with and reflects upon the politics and policy of how we think about and practice local and regional development, encouraging dialogue across the disciplinary barriers between notions of ‘local and regional development’ in the Global North and ‘development studies’ in the Global South..

This handbook is organized into seven inter-related sections, with an introductory chapter setting out the rationale, aims and structure of the handbook. Section 1 situates local and regional development in its global context. Section 2 establishes the key issues in understanding the principles and values that help us define what is meant by local and regional development. Section 3 critically reviews the current diversity and variety of conceptual and theoretical approaches to local and regional development. Section 4 address questions of government and governance. Section 5 connects critically with the array of contemporary approaches to local and regional development policy. Section 6 is an explicitly global review of perspectives on local and regional development from Africa, Asia-Pacific, Europe, Latin America and North America. Section 7 provides reflection and discussion of the futures for local and regional development in an international and multidisciplinary context.

With over 40 contributions from leading international scholars in the field, this handbook provides critical reviews and appraisals of current state of the art conceptual and theoretical approaches and future developments in local and regional development.

See here

quarta-feira, 31 de março de 2010

Um moçambicano na Universidade de Brasília

Revisitar a Universidade de Brasília (UnB) através de Arlindo Chilundo, nosso ilustre vice-Ministro de Educação, me encheu de emoção. Foi aqui, onde durante 4 anos e tanto, eu e outros tantos moçambicanos, podemos realizar o sonho de frequentar o ensino superior numa das melhores e maiores universidade do Brasil, fruto portanto da cooperação entre o Brasil e Moçambiqu e da visão de outros moçambicanos como Chilundo.
Aqui fica o meu abraço aos docentes e ex-alunos do Departamento de Sociologia da UnB, bem como ao vice-Ministro, na expectativa de que a sua visita fortaleça os laços de amizade existentes a longos anos.
Confira aqui o apontamento sobre a visita de Chilundo a UnB.

Soberania e Dependência em Moçambique

Os Parceiros de Apoio Programático(também chamados de doadores), 19 países ocidentais que financiam em mais de 50% do Orçamemto do Estado em Moçambique, tem sido acusados, de quando em vez, de intromissão nos assuntos internos do páis, violando, por assim dizer, a soberania nacional, sempre que estes manifestam preocupação sobre a governação política e económica.

Se é imposição dos doadores ou não, o facto é que estes vêem jogado um papel importantíssimo na redemocratização do país, no fortalecimento das instituições democráticas e no alívio da pobreza, através dos seus apoios multiformes.

Muitas das vezes as exigências feitas pelos doadores são justas e pertinentes, ajudando o governo a melhorar o seu papel de executor de políticas públicas e a abrir canais de dialogo entre este e a sociedade.

Acontece que alguns sectores da sociedade moçambicana, nomeadamente sectores conservadores e ultraortodoxos inclusivamente de dentro do partido no poder, a Frelimo, se têm levantado contra tal atitude dos doadores, alcunhado-a de arrogante.

Do ponto de vista do funcionamento das instituições num país democrático, no que toca a participação dos cidadãos na vida política do país, considera-se justo a inclusão dos partidos da oposição no processo de tomada de decisão no parlamento, considera-se boa prática tornar transparente a gestão da coisa pública e para isso há que adoptar leis que garantam a todos a igualdade de oportunidades no acesso aos recursos do poder.

Sendo assim, não se vislumbram motivos para alarme quando parceiros e amigos de Moçambique, que doam os seus recursos para o povo ter mais água, estrada, sala de aulas e mais hospitais, fazem eco dos comentários e constatações actores políticos e sociais, visando a melhoria do ambiente de confiança e engajamento mútuo. Porquanto não seja, tais considerações têm sido colocadas por vários actores sociais.

O facto de serem os doadores a fazerem este tipo de reparos, evidencia as fragilidades das nossas instituições do nosso sistema democrático, a ausência de mecanismos efectivos de "check and balance" para em sede própria poderem catalisar as mudanças e melhorias que o sistema necessita para o seu bom funcionamento a bem da construção de um estado de direito e de progresso.

Os doadores de tempo em tempo vêm ocupando espaços na vida política e sócio-economica nacional devido as lacunas deixadas pelos partidos políticos, pelas instituições económicas ou socias e pelas organizações da sociedade civil.

Em nosso entender, é por causa de ausência de mecanismos efectivos de balanceamento do poder que remetem a solução deste tipo de casos para outros centros de poder não devidamente legitimados pelo cidadão.

Mais uma vez, esta migração do poder para novos centros não devidamente reconhecidos constitucionalmente deriva do facto de Moçambique ainda possuir uma economia fragil, que necessita de apoios externos, um sistema político ainda em reconstrução que necessita de observação externa e sobretudo uma sociedade civil ainda incipiente, porque ainda não construiu mecanismos próprios de agenda nacional e monitoria da agenda nacional.

É, por isso, nossa convicção de que estes fenómenos poderão deixar de existir se Moçambique conseguir fortalecer a sua economia e o seu sistema político a ponto de deixar de depender imensamente de ajudas de parceiros externos.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Turismo em Moçambique: o desafio das mudanças climática

O texto em anexo procura analisar o impacto das mudanças climáticas no sector do turismo em particular, bem como na economia duma forma geral e, sobretudo o seu impacto em Moçambique. Pois, como dizia Blaise Pascal, pensador e matemático francês:Slide 2 Slide 2